A 1ª edição das Residências Artísticas do Instituto QUE Brut (2026) nasceu como a primeira iniciativa no Brasil focada exclusivamente no desenvolvimento de artistas com deficiência intelectual e transtornos mentais (maiores de 18 anos). Com o propósito de promover inclusão, criação e transformação, a experiência proporcionou um espaço onde a criatividade outsider é o verdadeiro motor da produção. Durante a jornada, os residentes tiveram à disposição uma ampla diversidade de materiais de trabalho, além da mentoria e orientação de profissionais inseridos no mercado das artes visuais — garantindo não apenas o suporte criativo, mas também ferramentas reais para o desenvolvimento de suas carreiras e a inserção no circuito cultural.
O projeto teve impacto direto na trajetória de 100 artistas, reunindo os participantes selecionados na primeira chamada ao lado dos 6 residentes fixos do Instituto. Ao longo de 2 meses, o programa dividiu-se em 4 grupos de 25 pessoas, que tiveram encontros imersivos durante 2 semanas cada. O resultado desse encontro entre diversidade, infraestrutura e fomento à autonomia agora ganha espaço de destaque e legitimidade, rompendo barreiras históricas no cenário contemporâneo e fortalecendo a autoestima, a confiança e a autonomia de cada artista. Como resultado dessa experiência, as obras produzidas durante as residências integram uma exposição inédita, QUE Brut: Do Silêncio ao Gesto, em cartaz ao longo do mês de setembro de 2026.